05 dezembro, 2006

Um Bom Ano

Ontem fui assistir ao filme Um Bom Ano. Bastante polêmico, este filme divide as opiniões dos amantes da sétima arte. Uns o odeiam e outros o adoram. Eu, lógico, o adorei. Nele estão reunidos três figuras que fazem a minha cabeça – o diretor Ridley Scott, que também dirigiu Blade Runner - O Caçador de Andróides, A Lenda, Perigo na Noite, Chuva Negra, Thelma & Louise, entre outros; o ator Russel Crowe que atuou em filmes como Los Angeles Cidade Proibida, A Luta pela Esperança, O Informante, Uma Mente Brilhante, Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo, entre outros; e o escritor Peter Mayle, um inglês que largou tudo e se mudou para a França, onde dedicou-se a escrever sobre a Provence. No Brasil, o autor é editado pela Rocco, que já incluiu em seu catálogo as seguintes obras: Em busca de Cézanne, Encore Provence, Gostos Adquiridos, Hotel Pastis, Lições de Francês, Memórias de um Cão, Qualquer Proposta, Toujours Provence, Um Ano na Provence e Um Ano Bom.

Esta é a sinopse de Um Ano Bom, retirada do site da Editora Rocco:



Peter Mayle prega os prazeres da carne, do peixe e da ave, sempre acompanhados do vinho adequado. Seu novo livro, Um bom ano (A Good Year, 2004), é mais um mergulho do autor inglês no universo de Provence, sul da França, um lugar de paladares, aromas e paisagens capazes de elevar o espírito e mudar a vida das pessoas. A vida no caso é a de Max Skinner, que se transforma radicalmente quando ele troca o estressante mercado financeiro londrino por um vinhedo francês. O personagem passa por uma crise profissional e tem como uma das poucas alegrias cotidianas as lembranças de infância de suas viagens à França para visitar a propriedade do tio Henry. E é justamente nessa fase complicada de sua carreira que Max descobre ter herdado do tio o chateau, construído no século XVIII em Provence, e o vinhedo de 40 acres. Max pega dinheiro emprestado de seu amigo Charlie e parte para a encantadora região da França com a cara e a coragem, só para descobrir que se tornou proprietário de um lindo edifício muito necessitado de reparos e de uma marca de vinho da pior qualidade.

A partir daí o romance se torna um retrato, curioso e cheio de desafeto, do mundo da produção vinícola. Apesar da má qualidade do vinho, o administrador da propriedade está mais do que determinado a comprar o vinhedo. E tudo fica ainda mais complicado quando chega da Califórnia uma prima desconhecida, filha ilegítima do tio Henry, que quer garantir seus direitos. Mais do que a trama saborosa e envolvente, o que fascina no livro é a habilidade de Mayle em guiar o leitor, ao longo de 231 páginas, num passeio por Provence. Trata-se de uma viagem sentimental que Peter Mayle conhece muitíssimo bem. Depois de anos como disputado profissional do mercado publicitário, Mayle largou tudo e se mudou para o sul da França para morar numa velha casa provençal feita de pedra. Passou dois anos escrevendo sobre a experiência e o resultado foi Um ano na Provence, publicado no Brasil pela Rocco, que se tornou um tremendo sucesso internacional. Recontando sua experiência agora na forma de ficção e juntando o conhecimento sobre vinhos que adquiriu quando tinha a conta de publicidade de uma firma do ramo, o autor transforma seu nono livro e quinto romance numa delícia tão grande quanto as paisagens, pratos e vinhos que retrata. Delícia que poderá ser vista nas telas de cinema ano que vem. O diretor inglês Ridley Scott, amigo a quem Mayle agradece pelo incentivo na abertura de seu livro, prepara uma versão para a tela de Um bom ano.

2 comentários:

Fezoca disse...

Lara, o unico porem desse filme pra mim eh o Russel Crowe, pois nao tem jeito de eu ir com a cara dele. Mas estou lendo otimas reviews e acho que devo ver, nao? ;-) beijao!!

Anônimo disse...

Odeio blogs e a publicização da vida privada. Acho mesmo que é uma desarticulação da individualidade. Confesso, contudo, que o seu amenizou, e muito, o que penso sobre isso. Leciono Português e parei por aqui por mero acaso...estava lendo sobre arroz negro, comi este final de semana com javali...uma delícia.
Parabéns pela discrição, pelo bom gosto!