28 maio, 2009

Vocês sabiam que existem caçadores de frutas? Pois é, eu também não sabia, até ter em mãos o livro de Adam Leith Gollner, Caçadores de frutas: uma história de natureza, aventura, comércio e obsessão.

Mas confesso que sempre desconfiei que esta seria uma ótima ocupação para um de meus filhotes. Na verdade, preciso ser ainda mais sincera, tenho certeza que sua verdadeira vocação é esta. Desde pequeno ele demonstra um raro talento para isto. Seu livro preferido na primeira infância foi o maravilhoso O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado, de Audrey Wood & Don Wood.




E até hoje um de seus passatempos favoritos é “caçar” frutas no Jardim Botânico. Ano passado, em sua escola, foi instituído o dia da fruta – toda sexta-feira ele tinha que levar uma fruta para compartilhar o lanche com os amigos. Quase enlouqueci – não podia nunca ser uma simples banana, ou uma boa maça, ou uma bonita pêra. Tinha que ser algo diferente – toda semana era a mesma história. Resultado, virou fã incondicional de marmelos e limões sicilianos, o qual saboreia como laranja. E finalmente ontem me fez comprar uma pitaia, ou fruta-dragão – fruta que acho realmente linda, mas que custa uma verdadeira fortuna. Para mais informações sobre a pitaia, clique aqui.


Aí vai uma receita tentadora:

Granita de Pitaia

450 de polpa de pitaia em cubinhos
80 g de açúcar
½ suco de 1 limão
150 g de água

Leve tudo ao fogo e deixe ferver. Desligue, espere esfriar e leve ao freezer. Ao longo do congelamento, quebre a misture com o auxílio de um garfo. (Fica com a textura de uma raspadinha).

Fonte: blog Gourmandise

26 maio, 2009

Uma boa surpresa!!




Uma das coisas que adoro fazer é reler meus antigos livros de receitas. É sempre uma nova viagem. Receitas que nem me lembrava mais ou que na época em que vi, não me diziam nada. É que nossos gostos e sensibilidades estão sempre em mutação - o que é bom demais! Foi o caso desta inusitada sopa de Tortelloni com coco, retirada de um livro intitulado Massas, de Sally Mansfield, editado pela Manole. A verdade verdadeira é que eu não me lembrava, sequer, de ter lido esta receita algum dia, mas quando ontem bati os olhos nela, me encantei e resolvi prepará-la. E a prepararei muitas vezes ainda...

Sopa de tortelloni com coco

1 1/2 colher de sopa de azeite
325 g de tortelloni
1 cebola fatiada
2 alhos picados
200 ml de leite de coco
200 ml de leite
475 ml de caldo de legumes
1 maço de manjericão
125 g de queijo minas picadinho
sal e pimenta

Refogue as cebolas e o alho no azeite. Junte o leite de coco, o leite, o caldo e meio maço de manjericão. Deixe ferver e liquidifique. Volte à panela. Enquanto isto, prepare o tortelloni conforme instruções da embalagens. Quando estiverem prontos, escorra-os e junte-os à panela com o caldo de coco. Junte o manjericão restante e os pedacinhos do queijo. Está pronta.

25 maio, 2009

Deu no New York Times...


... a comida brasileira está de volta à mesa!!

23 maio, 2009

Sabe aquele curd de maracujá?


Virou recheio de pão de ló!

21 maio, 2009

Ando investindo em novos hábitos alimentares, utilizando legumes e verduras que não costumo comer com tanta freqüência. E o resultado tem sido maravilhoso. São descobertas cheias de sabores e promessas de novas receitas. E o melhor de tudo, o meu filhote mais chatinho para comer, que costuma implicar um pouco com alimentos que não tem o hábito de ver na mesa, comeu tudinho, sem reclamar. Inacreditável!!


Os dois eleitos da semana foram os rabanetes e o repolho roxo.



Os rabanetes sempre me intrigaram um pouco – nunca entendi direito como alguém pôde arriscar tanto pelo simples desejo de comer rabanetes. É claro que todos devem se lembrar da história da Rapunzel, pois é. Mas o mais inusitado foi descobrir que existem rabanófagos, ou seja, uma espécie de comedores compulsivos de rabanetes. Gil Vicente, um dramaturgo português do século XVI, fala “dessa gente sustentada a rabanetes”, e por aí vai...
O fato é que aqui em casa, agora, somos uma família rabanófaga.

Receita: Corte os rabanetes em quatro partes. Cozinhe-os em uma frigideira com um pingo d'água, sal, pimenta, 1 pedaçinho de manteiga e 1 colher de sopa de açúcar. Deixe a água evaporar - o que irá torná-los levemente caramelizados.


Quanto ao repolho roxo, a novidade ficou por conta do modo de preparo, pois costumo fazer saladas com ele. E desta vez o preparei na panela ...

Receita:
1 kg de repolho roxo
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de cebola picadinha
1/2 xícara de passas brancas sem sementes
2 colheres de sopa de açucar
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
1 1/2 colher de chá de sal
Refogue as cebolas no azeite. Acrescente o repolho cortado fininho, e o restante dos ingredientes. Tampe a frigideira, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 15 minutos.

Aí vão algumas dicas literárias sobre o assunto:
Rabiscos e Rabanetes, de Sylvia Orthof
O Grande Rabanete, de Tatiana Belinky
Este não é rabanete, mas vale a pena dar uma olhada:

O Nabo Gigante, de Alexis Tolstoi

Editora Girafinha

20 maio, 2009

Ponto para Júlia!


"(...) Ora, desde que o enfarruscador ofício de temperar panelas se enfeitou com o nome de arte culinária, temos uma certa obrigação de cortesia para com ele. E concordemos que é uma arte pródiga e fértil. Cada dia surge um pratinho novo com mil composições extravagantes, que espantam as menagères pobres e deleitam os cozinheiros da raça! Dão-se nomes literários, designações delicadas, procuradas com esforço, para condizer com a raridade do acepipe. Os temperos banais, das velhas cozinhas burguesas, vão-se perdendo na sombra dos tempos. Falar em alhos, salsa, vinagre, cebola verde, hortelã ou coentro, arrepia a cabeluda epiderme dos mestres dos fogões atuais. Agora em todas as despensas devem brilhar rótulos estrangeiros de conservas assassinas, e alcaparras, trutas, manteiga dinamarquesa (o toucinho passou a ser ignominioso), vinho Madeira para adubo do filé, enfim tudo o que houver de mais apurado, cheiroso e... caro!
As exigências crescem, ameaçam-nos e, sem paradoxo, somos comidos pelo que comemos. Isto vem à propósito de uma exposição de arte culinária que se fez, há pouco tempo, em Paris. Imaginem como aquilo deve ser encantador e apetitoso! Quem já viu as vitrines das charcuteries, das crémeries, das confeitarias, etc., e que sabe com quanto mimo e elegância são expostos os queijos, os paios e os pastéis, entre bouquets de lilases e fofos caixões de papéis de seda bem combinados, crespos e leves como plumas, imagina que de novidades graciosas se juntarão no Palácio da Indústria. Naturalmente, cada expositor é um arquiteto e um artista na combinação das cores. Fazem-se castelos de biscoitos, torres engenhosas de chocolate, de creme, de morangos, onde tremulem, em cristalizações policromas, as gelatinas de frutas ou de aves, refletindo luzes entre lacinhos de fita e flores frescas, porque o francês tem a preocupação gentilíssima de deleitar sempre os olhos alheios. Abençoada mania!
O que eu invejo não são as trutas, nem os champignons, nem o seu foie-gras, porque tudo isso temos nós aqui e mais muitas coisas que eles lá desconhecem. O que eu invejo é aquela facilidade, aquela graça das exposições que se sucedem e se multiplicam e que não podem deixar de ser úteis, porque abrem a curiosidade e ensinam muito.A cozinha francesa tem-se intrometido em toda a parte. A Inglaterra opõe-lhe forte resistência com as suas batatas cozidas e presunto cru; mas a nossa, por exemplo, está muito modificada por ela. Entretanto, temos pratos característicos, só nossos e que eu teimo em achar gostosos. Infelizmente falta-lhes o chique, o lado onde se possa atar a tal fitinha ou colocar o buquê de violetas do inverno ou do muquet da primavera.
O feijão preto com o respectivo e lutuoso acompanhamento não se presta por certo para a coquetterie de um adorno mimoso, mas nem por isso deixa de ser da primeira linha. Depois temos os pratos baianos, o afamado vatapá e outros, quentes e lúbricos, e o churrasco do Rio Grande, e o cuscuz de São Paulo, e tantos que eu ignoro e que descobrem, demonstram, por assim dizer, as tendências, o temperamento do povo.
Um país como o Brasil tão vasto e variado não teria proporções mais curiosas para realizar uma exposição neste gênero? Só de frutas, que, tratando-se da mesa, tem todo o lugar, e de doces... imaginem: faríamos um figurão! geralmente caluniam-se as frutas brasileiras e parece-me tempo de lhes irmos dando a merecida importância. Não há nenhum brasileiro que conheça todas as frutas do seu país. O europeu desdenha-nos nesse sentido; esquece-se de que em muitos lugares do Paraná, Minas e Rio Grande, desenvolvem-se peras magníficas, damascos, cerejas, nozes, etc. E as frutas e as hortaliças indígenas? Inumeráveis!
O que falta à nossa gourmandise é poder agrupá-las, poder escolher, na mesma terra, estas ou aquelas, e isso só se poderá fazer se houver aqui, algum dia, como agora em Paris, quem dê importância à mesa, e procure, por meio de exposições, facilitar esse ramo de comércio, educar o povo, e dar-lhe um elemento novo de prazer e de saúde.


"A Arte Culinária", de Júlia Lopes de Almeida. Livro das donas e donzelas, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1906.

19 maio, 2009

Convite


Desde a minha leitura do livro O Mundo é o que você come, de Barbara Kingsolver, muitas mudanças ocorreram na minha vida e muitos interessas se solidificaram, apontando uma nova direção na minha visão de mundo. Ao longo da minha leitura, me chamou especial atenção à questão que envolve a extinção de grande parte de grãos e sementes conhecidas por nós. Desde então tenho pesquisado bastante o assunto e me identificado cada vez mais com as propostas de preservação destes sabores ameaçados. No site Slow Food Brasil, encontramos uma lista dos alimentos brasileiros incluídos na Arca do Gosto. São eles: Pinhão, Arroz vermelho, Babaçu, Bergamota Montenegrina, Farinha de Batata Doce Krahô, Umbu, Palmito Juçara, Guaraná Nativo Sateré-Mawé, Feijão Canapu e Castanha de Baru. Mas a minha pesquisa vai um pouco mais longe e envolve, também, a maneira de lidar com estes (e outros) ingredientes. São receitas, modos de cuidar e de usufruir da alimentação que estão desaparecendo, se perdendo no tempo. E eu gostaria de resgatá-los. Tenho reunido, na medida do possível, receitas de meus antepassados – aqueles velhos cadernos de receitas, escritos à mão, que mesclavam o modo de fazer com uma espécie de economia doméstica. E minha vontade é reuni-los e edita-los novamente. Daí a idéia desta campanha-brincadeira. Estarei recebendo, até o dia 25 de junho, a contribuição de todos aqueles que gostariam de participar do projeto. Selecionarei 25 receitas (com histórias e ilustrações) e publicarei um e-book, que será disponibilizado on-line e enviado para todas as organizações voltadas para as questões de alimentação. Não preciso dizer, que todas as receitas incluídas no livro, receberão os devidos créditos. Na medida que forem surgindo novos alimentos, irei postando informações sobre o mesmo. Espero contar com a ajuda de todos vocês. Desde já obrigada!

Delícia da Semana

Há tempos que quero fazer esta maravilha: Curd de Maracujá, vista pela primeira vez no maravilhoso Il Cavoletto di bruxelles.



A receita é super simples e fácil de fazer. Basta bater juntamente 4 ovos, 160 g de açúcar e 250 g de polpa de maracujá e, continuar batendo por 8 minutos, sobre uma panela com água fervendo. Aos poucos a mistura vai ganhando corpo. Após este tempo, retirar do vapor e acrescentar 120 g g de manteiga. Bater até incorporá-la totalmente. Está pronto e só guardar e levar para gelar. Dura uma semana na geladeira e serve como base e acompanhamento para muitas outras delícias.

17 maio, 2009

Novidades Literárias

Novo lançamento: Banquetes Intermináveis. Os melhores textos da revista Gourmet. Editora, DBA.





Esta delícia de livro, devemos ao talento de Ruth Reichl e ao seu esforço em aliar, de forma definitava, as belas letras ao bom garfo. Os 40 textos selecionados por ela, ao longo dos sessenta anos de existência da Revista Gourmet, são todos pequenas (e grandes)pérolas - garantia de boa leitura e de muita inspiração. E para completar o presente, vem com uma apresentação da querida Nina Horta. Ou seja, tudo de bom!!!!
Para saborear:
"Madame era famosa pela truta, pelas pernas de rã e pelo camarão-de-água-doce. Já provei todas eles muitas vezes. Alguns rigoristas da etiquêtica gastronômica criticam o que ela denominava truites meunières porque o peixe estava sempre retorcido como truites au bleu. De certa feita, perguntei a Berthe a razão disso. Ela deu de ombros: "E daí? Truta morta há menos de um minuto fica se retorcendo em agonia na manteiga quente. Dá para achatá-la, é verdade. Mas mamãe prefere deixá-la tão confortável quanto possível". Não havia mais nada do que pudesse dizer."
M.F.K.Fisher, "Três estalagens suiças".

13 maio, 2009

28 abril, 2009

Delícias rápidas

Adorei esta receita de pãezinhos de gorgonzola com nozes da Heloisa Bacellar. Além de deliciosa é super rápida, o que tem a vantagem de poder ser feita de última hora ...
quando chega aquela visita inesperada.




Pãezinhos de gorgonzola com nozes


3 xícaras de farinhas de trigo
2 colheres de chá de sal
3 colheres de chá de fermento em pó
150 g de gorgonzola esmigalhada
75 g de manteiga gelada em cubinhos
1 xícara de leite
2/3 de xícara de nozes grosseiramente picadas


Em um bowl misture a farinha, o sal, o fermento, o queijo e a manteiga, até virar uma farofa. Junte o leite e as nozes e misture o suficiente para para formar uma massa macia que descole da mão, adicionando mais um pouquinho de farinha se a massa estiver pegajosa.
Polvilhe uma superfície com farinha e abra a massa formando um retângulo. Corte em pequenos quadrados e leve ao forno para assar por 15 minutos, ou até crescer e dourar.

27 abril, 2009

Reciclar I

Não sabe o que fazer com latas vazias? Dê só uma olhada nestes produtos da Rafinesse & Tristesse.



23 abril, 2009


Éclair, Bomba de Chocolate, Carolinas, não importa exatamente por quais dos nomes optamos por chamá-las, mas importa sim saboreá-las. Estes doces feitos de massa cozida e assada são mencionados pela primeira vez ainda no século XVI, na descrição dos famosos profiteroles, sobremesa feita com carolinas recheadas de sorvete e cobertas com calda quente de chocolate.
Ontem resolvi fazê-las pela primeira vez aqui em casa ... e ficaram uma delícia. Mas o mais legal é que esta é uma receita da qual podemos derivar uma infinidade de sobremesas. Depois de assar as minhas carolinas, separei-as em três partes. Uma delas, a da foto, foi recheada e coberta com ganache de chocolate amargo, a outra parte, foi recheada com sorvete para fazer o famoso profiteroles e a terceira parte eu congelei, para usá-las em alguma ocasião especial. Muitas idéias me vieram à cabeça e muitas combinações de sabores, mas estou tendendo para a seguinte – carolinas recheadas com sorvete de coco e calda de caramelo quente e gengibre. O que acham? Não vejo a hora de testá-las.


Carolinas



Para a massa:


2 xícaras de água
100g de manteiga
1 pitada de sal
1 pitada de áçúcar
2 xícaras de farinha de trigo
5 ovos

Modo de preparo:


Ferva a água, a manteiga, o sal e o açúcar. Quando levantar fervura, abaixe o fogo e junte a farinha de uma só vez. Mexa bem até a massa desgrudar do fundo da panela (aproximadamente 30 segundos). Desligue o fogo e junte os ovos, um a um, e misture bem até incorporar à massa.
Unte duas assadeiras ou use papel manteiga para a massa não grudar. Dê o formato que preferir. Leve ao forno por 50 minutos ou até que as carolinhas fiquem bem tostadinhas (marrons, caramelo escuro). Depois disto, é só rechear.

21 abril, 2009

Friozinho + taça de vinho = jantar italiano

Ontem esfriou um pouquinho aqui no Rio, o que me deu uma vontade louca de tomar um vinho e comer um bom risoto. E foi o que fiz. Há tempos vinha querendo experimentar este risoto típico da culinária veneziana, o Risi i Bisi. Utilizei ervilhas congeladas da Bouduelle, que tinha comprado para fazer este prato. É claro que precisei descongelá-las previamente, mas o que fiz foi reduzir o tempo indicado na embalagem pela metade. Usei o método tradicional de preparar o risoto e, ao contrário da receita original, que pede um risoto bem mais molhadinho, fiz do meu jeito, o mais cremoso possível. Mas valeu a pena. Receita rápida, prática e super econômica. E para completar o tom italiano da noite, preparei alguns amerettis para comer com sorvete.



Risi i Bisi ( Receita de Sílvia Percussi)


300 g de arroz arbório
½ xícara de bacon picado
1 cebola picada
¼ de xícara de vinho branco seco
1 litro de caldo de legumes
200 g de ervilhas
1 colher de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de queijo ralado


Na panela, refogue as cebolas e o bacon no azeite. Junte as ervilhas e o arroz. Acrescente o vinho branco e, quando evaporar, comece a regar o arroz com o caldo, xícara por xícara, até que ele fique al dente. Junte então, a colher de manteiga e o queijo ralado.



Amarettis (Larousse da Cozinha Italiana)


150 g de farinha de amêndoas
2 colheres de chá de essência de amêndoas
100 g de açúcar
100 g de açúcar de confeiteiro
2 ou 3 claras


Bater as claras em neve com o açúcar e a essência. Incorporar a farinha de amêndoas misturada ao açúcar de confeiteiro. Depositas a massa em pequenas colheradas em uma forma forrada com papel manteiga e assar por uns 12 minutos.

14 abril, 2009

Maravilha da semana


Eu adoro as receitas do The Pioneer Woman Cooks. Volta e meia eu dou uma olhadinha lá para ver se encontro a danada da inspiração que às vezes teima em se esconder por aí. Foi o que aconteceu com este prato. Estava procurando algo para o jantar e eis que encontrei esta receita que utilizava as únicas duas coisas que tinha em casa - abobrinha e tomate. Embora já tenha feito algumas receitas de molho com estes dois benditos ingredientes, nunca nenhuma delas chegou nem perto da maravilha que é esta receita, com um inenarrável. Vale a pena fazê-la!!!!



Farfalle com abobrinhas


Ingredientes:


4 Abobrinhas médias, em cubinhos
1 Cebola média, picada
3 Alhos picadinhos
4 Tomates em cubinhos
Azeite
2/3 de xícara de Vinho Branco
1 colher de sopa de maisena
Farfalle
½ xícara de Creme fresco
Sal e pimenta
Ervas frescas


Em uma frigideira grande, deposite umas duas colheres de azeite e grelhe as abobrinhas, acrescente uma pitada de sal. Retire-as e reserve. Na mesma frigideira, acrescente um pouco mais de azeite, e doure as cebolas picadas, os alhos e os tomates picados. Após s alguns minutinhos, regue com 1/3 de xícara de vinho branco. Mexa bem para que o líquido fique bem misturado aos sabores da frigideira. Em um pequeno bowl, junte 1/3 de xícara de vinho branco com 1 colher de sopa de maisena. Mexa bem e então acrescente à frigideira. Mexa bem e junte imediatamente ½ xícara de creme fresco. Volte com as abobrinhas à frigideira, misture tudo gentilmente, acerte o sal e a pimenta e acrescente as ervas frescas. Manjericão e tomilho ficaram divinos!!!

Doce de leite da avó da Cláudia ou...

das delícias da rede!!!!



Aqui em casa doces de leite são sempre bem vindos. Todos adoram. Melhor ainda se forem feitos em casa, como este da foto. Esta receita é da avó da Cláudia, do delicioso blog Sabor Saudade. Reproduzo aqui a receita, mas vale a pena ler a original - é que ela tem aquele sabor de saudade....


Doce de Leite

2 litros de leite
2 xícaras de açúcar granulado
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

Misturar o açúcar ao leite em uma panela grossa e funda. Ferver o leite e o açúcar em fogo alto, mexendo sempre. Quando ferver, reduzir o fogo bem baixo, adicionar o bicarbonato e mexer para incorporar. Deixar a mistura ferver e mexer apenas a cada hora ou meia hora.

Para adquirir cor é preciso deixar o leite ferver por pelo menos 4 horas e para adquirir a consistência talhada pelo menos 5 horas.

09 abril, 2009

Wayne Thiebaud

o pintor de tortas, doces e bolos ou o artista mais guloso da Califórnia?





Saiba mais no delicioso livro Delicious, The Life and Art of Wayne Thiebaud, de Susan Goldman Rubin.

07 abril, 2009

O nascimento do croissant e do bagel

R.O. Blechman é o cara. Além de cartunista da revista New Yorker, ilustrador e autor de livros infantis, Blechman vem se tornando, com seu traço inigualável, um dos maiores cronistas contemporâneos. Vale a pena dar uma conferida em sua obra.

25 março, 2009

Receitas da semana

Não tenho tido tempo de postar, mas ando cozinhando e preparando coisas muito gostosas. Nesta semana, estas três receitas passaram pela cozinha aqui de casa. E fizeram um sucesso danado. O Bolo de maçã com farofa de coco, é uma receita da Rita Lobo e está no seu livro A conversa chegou à cozinha; o Risoto de cebolas com sálvia é do livro da Marcella Hazan, La Cucina; e a salada é da dupla Erik Nano e Cristiano Lanna, atualmente consultores Zona Sul de frutas, legumes e verduras.

Bolo de Maça com farofa de coco






Para a farofa

1/2 de xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de nozes picadinhas
½ xícara (chá) de coco ralado
1 colher (chá) de canela em pó

Misture bem todos os ingredientes e reserve.

Para a massa

2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de canela em pó
1 pitada de sal
1 colher (chá) de bicarbonato
1 colher (chá) de fermento em pó
1 1/2 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de suco de limão
2 colheres (sopa) de conhaque
4 maçãs grandes
2 ovos
½ xícara (chá) de óleo
1 colher (chá) de essência de baunilha

Modo de preparo

Coloque a farinha, a canela, o sal, o bicarbonato, o fermento e metade do açúcar numa tigela. Misture bem. Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Transfira para uma tigela e misture o suco de limão, o conhaque e o açúcar restante. Em uma tigela grande, bata os ovos com um garfo. Acrescente o óleo e a baunilha. Nesta mistura, junte as maçãs e a farinha. Misture delicadamente. Transfira a massa para a assadeira preparada. Espalhe a farofa com as costas de uma colher de sopa. Leve ao forno para assar por 50 minutos.

Sirva com sorvete de creme.

Risoto de cebolas com sálvia




1 1/2 xícara de cebolas fatiadas
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
sal e pimenta
6 xícaras de caldo de carne
1 1/2 xícara de arroz arbório
2 colheres de sopa de manteiga
3/4 de xícara de queijo ralado
10 folhas de sálvia fresca


Leve as cebolas fatiadas ao fogo, junto com o azeite e a manteiga. Deixe as cebolas adquirirem um tom dourado. Junte o arroz, o sal e a pimenta. Aos poucos, vá adicionando o caldo, até o arroz ficar ao dente. Para finalizar, junte a manteiga restante, o queijo e a sálvia. Deixe descansar, com a panela fechada, uns cinco minutos antes de servir.


Salada de maças, queijo de cabra e pancetta



1 maço de folhas de sua preferência
1 maça fatiada
150 g de pancetta fatiada
120 g de queijo de cabra

Lave as folhas e rasgue-as em pedaços grandes. Corte a pancetta em fatias e frite-as até que fiquem crocantes. Pique-as. Corte o queijo de cabra em cubinhos. Fatie a maça. Junte todos os ingredientes em um bowl e regue-os com o seguinte molho.

1 colher de sopa de vinagre de maça
1 1/2 colher de chá de mostarda dijon
1 colher de chá de mel
1/2 dente de alho espremido
3 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta do reino


Para fazer o molho, junte todos os ingredientes em um pote vazio. Feche o pote e sacuda-o bem, até que a mistura esteja espessa e homogênea.

12 março, 2009

E o calor não vai embora...


Só nos resta, então, preparar mais uma salada. Esta é uma receita que eu adoro! Retirada do livro de Saladas do Celeiro. Rápida e super fácil de fazer, é pedida certa nestes dias de calor absurdo.


Farfalle ao molho oriental com castanhas de caju


1 pacote de farfalle (500 g)
1/3 de xícara de coentro fresco picado
1 xícara de cenoura cortada em juliana fina
1/2 xícara de castanhas do caju, tostadas


Para o molho:

6 colheres de sopa de molho de soja
2 alhos amassados
1 1/2 colher de sopa de vinagre de arroz
2 colheres de sopa de óleo de gergelim
1/2 colher de sopa de açúcar branco
1/2 colher de sopa de sal

Com um batedor manual, misturar todos os ingredientes do molho. Após cozinhar a massa, ele deve ser depositada, ainda quente, em uma bacia grande com o molho já preparado. Acrescentar as cenouras, o coentro e as castanhas. Resfriar e servir.

09 março, 2009

Gastronomia para pequenos leitores


A biografia ricamente ilustrada do chef de cozinha francês Aléxis Soyer, um dos grandes nomes da culinária inglesa vitoriana. Seu nome entrou para a História por ter sido responsável pela reforma dietética das vítimas da grande fome irlandesa (1845-1849) e também por alimentar os soldados envolvidos na Guerra da Criméia. Foi o chef responsável pelo breakfast servido para 2000 pessoas por ocasião da coroação da rainha Vitória. Soyer ficou conhecido também pela invenção de uma série de utensílios de cozinha e por diversos tipos de fogão.
THE ADVENTUROUS CHEF: ALEXIS SOYER by Ann Arnold (Farrar Straus and Giroux)

06 março, 2009

Eu, particularmente, adoro tomates secos. E desde que aprendi a fazê-los em casa, não quero outra vida. Dependendo do meu estado de ânimo, os faço no forno ou no meu desidratador. Estes dois vidros da foto foram preparados no forno - e eu calculo que tenham ficado umas 5 horas em forno bem baixinho. Aos do vidro maior eu acrescentei, depois de pronto, alhos bem picados, e aos do vidro pequeno, alcaparras.
Eu acho que tomates secos combinam com tudo - ficam maravilhosos em sanduíches, em saladas ou em tortas, como é o caso aqui. Para prepará-la, eu usei uma massa retirada da Larousse da Cozinha Italiana e inventei um recheio com os meus tomates.
Massa:
1 colher de sobremesa de fermento biológico instântaneo
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de sal
100ml água
250g farinha de trigo
50g manteiga
pimenta do reino
1 ovo para pincelar

Tempere a farinha com o sal, o açúcar e a pimenta. Acrescente o fermento. Junte a manteiga e esfarele-a com os dedos. Acrescente a água e sove a massa até ela ficar elástica. Deixe-a crescer por 1 hora.

Recheio:
1 ricota fresca
tomates secos
1 colher de sopa de pesto de manjericão (também feito em casa)
1 ovo
Basta misturar tudo e empregar.
Antes de colocar a torta no forno, pincele-a com o ovo batido. Em mais ou menos 30 minutos estará pronta.

Tomates Secos

Lave os tomates e corte-os longitudinalmente. Deposite-os em uma forma forrada com papel manteiga - com a cavidade para cima. Salpique com o tempero que quiser - eu geralmente utilizo um sal preparado com ervas e alho e acrescento uma porção generosa de orégano. Leve ao forno muito baixo por umas 5 horas. Após este tempo, eles estarão bem sequinhos e murchos. É a hora de empilhálos, intercalando com alhos fresco bem picado. Depois de preencher o vidro todo, regue com azeite até a borda. Tampe e leve à geladeira. Está pronto.

05 março, 2009

Rio 40 Graus


Neste calor fica difícil cozinhar! Para o almoço, uma saladinha refrescante é a pedida. Esta simples e rápida combinação é a preferida do meu pai e eu só costumo prepará-la quando ele vem almoçar - o que, diga-se de passagem, é bem raro. Mas hoje resolvi prepará-la apenas para mim.
Basta cortar uma maça verde em cubinhos, uns dois talos de aipo, também em cubinhos, juntar um punhado de passas e temperar com azeite, limão, sal, pimenta e um pouco de iogurte. Depois disto, depositá-la num leito de chicória friseé.

Segundo a meteorologia, este calarão só deve ceder um pouco no sábado - até lá, muita salada para nós.

02 março, 2009

Encerrando a folia e iniciando o ano...







Pois é, a festa acabou. Ano Novo, vida nova, mas a rotina de sempre! Lanche de domingo, pão de queijo da Fer, da Neide, e de quem mais fizer ; Jantar de segunda-feira depois de um belo dia de aula ... Spaghetti com almôndegas de ricota e torta de maça.

Para o spaghetti:

300 g de ricota
2 colheres de sopa de queijo ralado
½ xícara de farinha de trigo
1 gema
orégano a gosto
Misture tudo muito bem e enrole como almôndegas. Leve ao forno para assar, regado com azeite.
Deixe no forno uns 25 minutos, ou até que as almôndegas dourem. Faça um bélissimo molho de tomate e pronto.

Para a Torta:

Massa:

1 xícara de farinha de trigo
4 colheres de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de creme de leite fresco
1 colher de sobremesa de açúcar
Misture tudo e empregue. (Para a torta faça duas receitas, uma para o fundo da forma e outra para cobrí-la.)

Recheio:

Fiz o recheio na intuição. Descasquei e fatiei umas 6 maças. Deixei-as cozinhar em fogo baixo com 1 colher de sopa de manteiga e 1/2 xícara de açúcar demerara. Quando estavam cozidas, acrescentei 1 colher de sopa de maisena diluída em água. Deixei o recheio engrossar, desliguei o fogo e acrescentei o caldo de 1/2 limão e mais 1/4 de xícara de açúcar. Quando estava completamente frio, depositei-o na minha base de torta, cobri com mais massa e levei ao forno por 40 minutos.
Comemos morna com sorvete de creme. Sucesso absoluto.


Para começar a semana com o pé direito!

26 fevereiro, 2009

Massa pós folia!!!



Sabe aquele dia que você chega em casa exausta de tanto pular carnaval, suada e com muito calor? É o dia perfeito para preparar um bom Spaghetti Alla Cecca. A graça e a delícia deste prato é o molho frio de tomates e manjericão que, além de não dar o mínimo de trabalho, refresca que é uma maravilha.

5 tomates orgânicos, sem pele e sem sementes, em cubinhos
½ xícara de azeite extra virgem
½ xícara de folhinhas de manjericão fresco
1 dente de alho cortado em dois pedaços
Sal
Flocos de pimenta malagueta

Misture tudo e deixe tomando gosto por uns 30 minutos. Descarte os alhos. Misture a massa já cozida.


Receita retirada do livro O Amor é Fogo, de Nora Ephron.

13 fevereiro, 2009

Sexta-Feira 13 com sorte

Os filhos vão crescendo e nos dando alguns sinais disto. Exemplo: chegaram em casa hoje, do colégio, com a seguinte proposta.
- Mãe, podemos assistir o filme Sexta-Feira 13?
- Claro que não filhotes. Vocês não têm idade para isto.
- Ah mãe, todo mundo da minha sala já viu.
- E eu com isto ?
- Ah, por favor mãe.
Bom, depois de horas de negociação, chegamos a conclusão de que poderíamos assistir, todos juntos, Os Pássaros. Mas infelizmente (ou felizmente) no DVD não tinha opção áudio em português. A sorte é que tinha um jantar delicioso esperando por nós e acabamos a noite assistindo Agente 86 (dando muitas gargalhadas).


Pão Integral de Azeitonas
receita do site Panelinha

2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de sobremesa de sal
1 colher de sobremesa de fermento para pão instantâneo
3 colheres de sopa de azeite
1 xícara de água morna
1 xícara de azeitonas pretas em lascas

Em um bowl, junte as farinhas, o sal, o fermento e o azeite. Misture bem e acrescente a xícara de água. Deposite a massa em uma superfície e sove-a por uns 5 minutos. Cubra e deixe descansar por uma hora ou até dobrar de volume. Depois disto, acrescente as azeitos e dê um formato redondo ao pão. Leve ao forno.




Nhoque de batata com molho de tomate rústico

Para a massa:

500 gramas de batatas cozidas e espremidas
1 colher de sopa de queijo ralado
1 gema
pimenta
200 gramas de farinha de trigo

Cozinhe as batatas, passe-as pelo espremedor e deixe esfriar. Junte o queijo, a gema e a pimenta. Aos poucos vá juntando a farinha até atingir a consistência do glóbulo da orelha (dica da bisa italiana). Faça rolinhos cumpridos e corte em pedacinhos. Cozinhe-os em água salgada. Assim que subirem à superfície estão prontos.

Para o molho:
azeite
2 alhos
2 latas de tomate sem pele
sal
pimenta
1 pitada de açúcar
orégano
Em uma panela esquente o azeite e doure os alhos descascados. Descarte-os. Junte os tomates, salgue, apimente e adoce. Polvilhe bastante orégano. Fogo baixo, panela tampada, 40 minutos.



10 fevereiro, 2009

Granola again and again and again ...


Não é a primeira vez que posto uma receita de granola por aqui e nem será a última. É que aqui em casa tem granola todo dia. Sabe aquela sensação de que está comendo energia ... pois é, é assim que me sinto quando como minha própria granola. Além de escolher o sabor que ela terá, posso garantir a qualidades de seus ingredientes. Esta, que acaba de sair do forno, ganhou pedacinhos de figos e damascos secos, amêndoas, nozes, castanhas do pará, e avelãs, além de canela, coco ralado e sementes de gergelim. Ah, e usei também um delicioso mel orgânico. Tudo de bom!!!!!!!!!!!!

09 fevereiro, 2009


Mais uma vez peço desculpas pela foto - eu ainda hei de aprender a fotografar decentemente minhas comidas. Mas resolvi postar a receita mesmo assim, pois adorei o resultado do experimento. Adaptei esta receita de um livro do Gordon Ramsay, "Paixão por Frutos do Mar". Ultimamente venho tentando incrementar um pouco as receitas de legumes e verduras aqui de casa e o repolho nunca tem vez. Tirando a tradicional salada de repolho cru com cenouras raladas e iogurte, eu não o uso nunca. Eis que hoje resolvi a questão e todos adoraram a novidade. A receita é super simples. Cortar o repolho em quatro e descartas o miolo, aquela parte mais durinha que fica em seu interior. Depois disto pique o repolho. Em uma frigideira grande, derreta um pouco de manteiga e refogue uma cebola em fatias e uns pedacinhos de bacon. Junte o repolho picado, salgue e tampe a panela. Deixe murchar um pouco. Finalize com um pouquinho mais de manteiga e pimenta do reino a gosto. Realmente fica especial.

Moda + Comida = Uma questão de gosto.










Fotos do fotógrafo italiano Fúlvio Bonavia e textos da chef de cozinha neozelandesa Peta Matias.



Uma Questão de Gosto, editora Alles Trade.

06 fevereiro, 2009


Devo dizer que as minhas impressões acerca do trabalho de Tim Burton nunca foram muito regulares. Posso dizer que amei a Noiva Cadáver e Edward Mãos de Tesoura, mas detestei Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e não gostei de sua filmagem da Fantástica Fábrica de Chocolate. Embora não tenha visto ainda, sei que gostarei de Peixe Grande e suas histórias maravilhosas. Recentemente vi um curta-metragem seu na web que gostei bastante – Vincent. E pesquisando um pouco mais para este post, descobri que ele está preparando uma refilmagem de Alice no País das Maravilhas e achei simplesmente incrível. Mas o fato é que hoje, quase que por acaso, comprei um pequeno livro seu, intitulado O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e outras histórias, editado pela Girafinha e me rendi completamente. Achei o livro um achado. O livro é composto de 23 micro-histórias, como esta que transcrevo abaixo, todas lindamente ilustradas por ele.

O Menino Brie

Menino Brie tinha às vezes um sonho-profecia:
De seu rosto inteiro só iria restar uma fatia.
Para os meninos aquilo não fazia lé com cré.
Foi assim que Brie se deu bem com o vinho
Chardonnay.