A outra coincidência interessante foi conectar este a mais dois livros dos mais intrigantes que li nos últimos tempo – todos ingleses (embora O’Neill esteja mais para um cidadão do mundo) e todos permeados pelos atentados terroristas característicos do mundo pós 11 de setembro. São dois livros que indico fortemente – o Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, do Jonathan Safran Foer e Incendiário, de Chris Cleave.
Trecho do livro:
"Acontecia de Roy, como Chuck, ser de Trinidad. “Callaloo”, observou Vinay, distraidamente, e Roy e Chuck começaram a dar risadinhas, deliciados. “Você conhece callaloo?”, disse Roy. Virando para mim, ele comentou, “Callaloo é a folha do taro. Você não acha taro fácil por aqui”.
“Que tal o mercado na Flatbush com a Church?”, disse Chuck. “Lá você encontra.”
“Bom, pode ser”, concedeu Roy. “Mas se você não consegue a verdura de verdade, dá pra fazer com espinafre. Você põe no leite de coco: grelha bem fino a polpa do coco e espreme até sair o sumo. Depois acrescenta um pimentão vermelho inteiro – só vai ficar picante se você esmagar -, tomilho, cebolinha, alho, cebola. Normalmente agente
usa para temperar o siri-azul; tem gente que põe no escabeche de rabo de porco.
Você põe pra cozinhar e pega um mexedor de coquetel e mexe até a folha sumir num
molho grosso, tipo um molho de tomate. Esse é o jeito que agente fazia antes; hoje todo mundo joga no liquidificador. Usa no peixe ensopado – no para-terra, no carite: mmm-hmm. Também fica bom com inhame, batata-doce. Pastelzinho no vapor.”

























