29 novembro, 2007

Como transformar quilos de manteiga em algo leve...



A receita para este "milagre" você encontra nas páginas do delicioso livro Julie & Julia, de Julie Powell. Ganhador do primeiro Blooker Prize – prêmio internacional para livros escritos a partir de blogs, neste livro encontramos a narrativa das venturas e desventuras de uma secretária na cozinha que, ao longo de um ano, se propôs a hercúlea tarefa de realizar todas as 534 receitas do livro de Julia Child - Mastering The Art Of French Cooking e relatá-las em seu blog. Aos poucos este vai se tranformando num projeto que, para além de seu objetivo primeiro, confere a vida de Julie novos rumos. Como pode um blog transformar a vida de uma pessoa? A resposta você encontra nas páginas do livro, em meio a quilos e mais quilos de manteiga!


Julia Child, autora de Mastering The Art Of French Cooking – um clássico da culinária norte-americana!

26 novembro, 2007

Divulgando


Adorei!


Estas lindas xícaras-carimbo, do designer Barnaby Barford, ganharam o importante prêmio Wallpaper Young Designer, em 2004.


25 novembro, 2007

Presente


Todo mundo sabe da minha paixão por livros, livros que envolvam o universo gastronômico então... Bom, basta dar uma olhada no histórico do blog para comprovar esta minha afirmação. Mas quando o livro em questão é de uma grande amiga, ele é mais do que um livro, ele torna-se um presente! E quando a qualidade do produto e indiscutível.... Bom, poderia continuar falando infinitamente desta sensação maravilhosa de estar com Ateliê culinário para viagem. Crônicas, receitas e um pequeno guia gastronômico, da minha querida amiga Vera Saboya, nas mãos. Mas não farei isto. Apenas convido a todos que dêem uma olhada no site da Jorge Zahar e espiem o sumário e as lindas ilustrações do livro. É justo ou não que eu esteja orgulhosa?

22 novembro, 2007

An Apple a Day Keeps the Doctor Away


Amo revistas, especialmente as de receitas. Ontem me dei de presente duas novas – a Bon Appétit de dezembro e a Elle à table, setembro. Confesso que achei a Elle meio caída, mas algumas receitas me convenceram, receitas simples e rápidas, do tipo – tenha seu jantar pronto em vinte minutos. Já a Bon Appétit achei primorosa! Me encantei com a matéria sobre presentes de natal feitos na cozinha. Deixo registrada duas receitas bastante simpáticas – uma já fiz ontem mesmo – Compota de maça sem açúcar (Elle) e outra que se for tudo o que promete, será a estrela do Natal – Chutney de figos balsâmicos com uvas assadas (Bon Appétit).

Compota de Maça

1 kg de maças variadas
1 pera bem madura
Suco de 1 limão
1 pau de canela

Basta descascar as frutas, picar e misturá-las com o suco de limão e a canela. Deixar cozinhar em fogo baixo com a panela tampada até estarem bem cozidas.

Chutney de figos balsâmicos com uvas assadas

2 xícaras de uvas vermelhas sem sementes
2 colheres de chá de azeite extra-virgem
1 laranja
3 alhos picados
2 xícaras de água
2 saquinhos de chá preto
450 gr de figos secos picados
12 azeitonas pretas sem caroços (+/- 1 xícara)
12 azeitonas verdes sem caroços (+/- 1 xícara)
2 cebolinhas verdes finamente fatiadas
½ cc de flor de sal
¼ cc de pimenta do reino

Pré-aqueça o forno. Deposite as uvas num tabuleiro forrado com papel manteiga e regue-as com 1 colher de sopa de azeite. Deixe assar por uns 10 minutos. Reserve.
Retire a pele da laranja, cortando-a em tirinhas. Esprema o suco. Reserve 1/3 de xícara do suco. Em uma panela, aqueça a outra colher de azeite, adicione o alho, a água e os dois saquinhos de chá. Após alguns minutos, retire os saquinhos e adicione os figos. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 10 minutos. Abra a panela, deixe o líquido evaporar por uns 2 minutos e remova a panela do fogo. Junte os ingredientes restantes, ou seja, as azeitonas, as uvas, o suco, a casca da laranja, os temperos... Guarde em vidros esterelizados. Dura um mês na geladeira. A revista recomenda que se coma com assados em geral e com crostinis de queijo de cabra.


P.S - A foto é daqui.

05 novembro, 2007

Não agüento mais vir aqui me desculpar pela falta de posts recentes, mas acho que finalmente as coisas vão voltando ao normal e em breve estarei novamente compartilhando com vocês... receitas e novidades! Realmente tenho feito pouca coisa na cozinha, para já basta dizer que há duas semanas meus dois filhotinhos estão adoentados e sem nenhum apetite... ou seja, muito trabalho e pouca inspiração gastronômica. A única refeição decente que rolou aqui em casa esta semana foi um arroz de bacalhau, que aprendi com a minha amiga e orientadora Izabel Margato, seguido das Farófias que vi no blog da Karen.
Arroz de Bacalhau:

Basta deixar as lascas de bacalhau de molho, para dessalgá-las, refogar de 6 a 8 dentes de alho picados no azeite, juntar o bacalhau escorrido e o arroz. Acrescentar a água fervente (na mesma quantidade de um simples arroz) diminuir o fogo, tampar a panela e... pronto. Depois é só juntar bastante salsinha picada, ajustar o sal e regar com um fio de azeite. Realmente ficou muito bom.

21 outubro, 2007

Enfim, as panelas!


Hoje finalmente consegui retomar minha rotina de cozinhar. É que aniversário de comadre é coisa séria! Resolvemos comemorá-lo com um almoço à brasileira, então... Bobó de Frango, arroz branco e farofa de dendê. E de sobremesa, beijinhos de coco. Tudo ficou muito bom e eu muito feliz de ter dado conta do recado. Aí vão as receitas...

Bobó de frango

1 kg de peito de frango cortado em cubinhos, temperados com limão, sal e pimenta
2 cebolas médias picadas
1 xícara de purê de tomate
1 kg de aipim cozido
1 xícara da água do cozimento do aipim
1 xícara de leite de coco
Óleo para refogar o frango
Coentro fresco a gosto

Aqueça o óleo numa panela e refogue os cubinhos de frango. Assim que mudarem de cor, abaixe o fogo, tampe a panela e deixem cozinharem. Uns dez minutos depois, destampe a panela e deixe a água evaporar. Quando estiverem começando a ganhar aquela coloração de tostadinho, junte as cebolas e o purê de tomates. Abaixe o fogo novamente, tampe a panela e deixe cozinharem por 20 minutos. Enquanto isso cozinhe os aipins e, assim que estiverem cozidos e escorridos, bata-os no liquidificador juntamente com a água reservada e o leite de coco. Após os 20 minutos de cozimento do frango com os tomates, junte este creme. Mexa bem, apure o tempero com mais sal e pimenta e acrescente uma porção generosa de coentro fresco picadinho.

Farofa de dendê

Basta refogar a farinha de mesa no óleo de dendê e temperar com sal.

Beijinhos de coco

1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga sem sal
6 colheres de sopa de coco ralado seco
2 gemas

Levar tudo ao fogo baixo e mexer até desprender da panela. Após esfriar, untar a mão com manteiga, enrolar as bolinhas, passar no açúcar branco e enfeitar com um cravinho cada um.

Obs: Esta linda foto foi retirada daqui.

18 outubro, 2007

Em louvor da sombra, por Biagio D'Angelo

Quem tem amigo, tem tudo nesta vida. Neste período complicado, que não consigo postar nem uma única linha, eis que me chega, via e-mail, esta linda colaboração. São trechos destacados do ensaio Em louvor da sombra, de Junichiro Tanizaki, editado este ano pela Cia. das Letras. É só saborear:





"Diz-se que a culinária japonesa é para ser contemplada e não consumida, mas aqui, eu diria mais: ela é digna de meditação. É melodia inaudível, concerto executado pela vela a bruxulear no escuro e pelos vasilhames de laca. Soseki Natsume[1] louvou tempos atrás em seu Kusamakura (Travesseiro de ervas) a coloração do youkan, o tradicional doce de feijão azuki, e, realmente, nada mais digno de contemplação que essa cor. A tonalidade profunda e complexa, a massa semitransparente e nublada de misteriosa profundidade que atrai e retém a luz em forma de tênue, sonhadora luminosidade – são coisas que não se vêem em doces ocidentais. Comparado ao youkan um creme ocidental, por exemplo, é primário e superficial. Pois acomode uma fatia desse doce youkan num vasilhame laqueado e mergulhe-o num ambiente de claridade apenas suficiente para divisar-lhe a cor: agora, a guloseima tornou-se digna de meditação. Ter na boca esse pedaço acetinado e frio que a sombra acresceu de estranha profundidade – e cujo sabor real talvez nem seja notável – é ter o próprio negrume transformado em delicioso bocado derretendo na ponta da língua. Creio que a culinária da maioria dos paises foi concebida para se harmonizar com o serviço de mesa e com a tonalidade das paredes. Pois a culinária japonesa, especialmente, perde metade da apetência quando servida em ambiente e pratos claros. Quando considero por exemplo o avermelhado caldo de missô[2] de todas as manhãs, percebo que essa cor foi desenvolvida nos escuros aposentos de antigas casas. Certa vez, fui convidado a participar de uma cerimônia do chá onde me serviram um caldo de missô, mas ao vê-lo no fundo de uma wan[3] preta à vacilante luz de velas notei esse grosso caldo de cor ocre, que tomo com tanta naturalidade no cotidiano, adquirir um colorido profundo, realmente apetitoso. Considere também o shoyu, em especial o do tipo denso que costumeiramente acompanha sashimi, conservas e verduras da região de Kyoto: como esse líquido espesso e brilhante é rico em sombras, como se harmoniza com as trevas! E mesmo as iguarias de cor clara – o caldo de missô claro, o tofu, a massa de peixe kamaboko, o sashimi feito de pescado de carne branca – perdem vida pela ausência de contraste quando apresentados em ambiente claros. E, acima de tudo, o arroz: seu aspecto é belo e apetitoso quando o vemos à meia-luz servido em terrina revestida de laca escura e lustrosa. Que japonês digno desse nome não se comove quando, removida de golpe a tampa da terrina, vê o cálido vapor subir do arroz recém-preparado, cada grão a luzir como pérola em gota? Nesta altura do raciocínio dou-me conta de que também a nossa culinária tem sua tônica na sombra, e que com ela mantém uma relação indissolúvel."

[1] Soseki Natsume (1867-1916) é um romancista japonês cujas obras foram fundadoras da literatura japonesa moderna. Seu livro Eu sou um gato é publicado em português pela Editora Estação Liberdade. (Nota de autoria de Biagio D'Angelo)
[2] Pasta de soja fermentada, muito utilizada na culinária japonesa. (Nota de autoria de Biagio D'Angelo)
[3] Tigela laqueada. (Nota de autoria de Biagio D'Angelo)


***


"Dias atrás, o jornalista que me entrevistou pediu-me que comentasse a respeito de pratos diferentes e saborosos. Eu então lhe falei do sushi feito de folhas de caqui – especialidade dos habitantes das remotas regiões montanhosas de Yoshino[1] – e também da maneira de prepará-lo. Aproveito a oportunidade para revelar a receita aos meus leitores: para cada dez de medidas de arroz, uma de saquê deve ser acrescida no momento em que o arroz entrar em ebulição. Depois de pronto, deixe o arroz esfriar completamente e, em seguida, espalhe sal na palma das duas mãos, aperte o arroz entre elas e forme bolinhos compactos. Nesse momento, é imprescindível que a mão esteja totalmente seca. O segredo é fazer os bolinhos só com a ajuda do sal, sem molhar as mãos. Depois, estenda sobre os bolinhos fatias finas de salmão levemente salgadas, envolva cada conjunto com uma folha de caqui com a face superior em contato com o sushi. Na medida do possível, é preciso retirar a umidade tanto da folha do caqui como das fatias do salmão com um pano seco. Em seguida, os bolinhos deverão ser acondicionados numa tina rasa de madeira – do tipo usado no preparo do sushi – ou numa vasilha de arroz, apertados uns contra os outros de maneira a não deixar espaço entre eles, e sobre o conjunto deverá ser posta uma tampa de madeira. Uma pedra de bom peso, do tipo usado para fazer picles, deverá ser assentada sobre a tampa para pressionar o sushi. Preparado à noite, estará pronto para ser degustado na manhã seguinte. No decorrer do dia, o sabor se manterá ideal mas continuará comível durante mais dois ou três dias. Molhe folhas de pimenta-d’água em vinagre e borrife sobre o sushi no momento de servi-lo. A receita me foi passada por um amigo que esteve em Yoshino, mas pode ser preparada em qualquer lugar. (...) Experimentei fazê-lo em casa e concordei com meu amigo: esse sushi é excepcionalmente saboroso. O sal e a gordura do salmão impregnam-se de maneira ideal no arroz e o peixe fica irresistivelmente macio e fresco. Achei esse sushi muito diferente dos de salmão que costumo comer em Tóquio, e tão mais gostoso que vivi dele o verão inteiro. Admirei o jeito diferente de consumir o salmão e a criatividade dos habitantes das regiões remotas e montanhosas carentes de tudo. E ao pesquisar sobre especialidades típicas de diversas regiões interioranas, descobri que seus habitantes têm paladar muito mais apurado que os moradores dos grandes centros urbanos. Num certo sentido, isso significa que eles vêm se banqueteando com iguarias cujo sabor não conseguimos sequer imaginar."

[1] Cidade da Prefeitura de Nara, famosa pelos templos e as cerejeras em flor.

09 outubro, 2007

...Reconhece a queda, e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima...




Com algumas semanas de atraso, participo de uma brincadeira-desafio, proposta pela Bia do L'amour dans l'assiette: Sem escolher, pegue um livro e abra da página 161 e transcreva a 5ª frase.
A minha frase é: “O Portugal Pequenino que compôs com tanto encantamento para os filhos nunca teve figura como a cartilha colorida dum país que ele projectava descrever em profundidade e numa programação exacta e ambiciosa, a Vida Humilde do Povo Português, de que afinal Os Pescadores seria o primeiro (e único) volume.”
Esta frase foi retirada do livro de José Cardoso Pires, Dispersos 1 – Literatura, publicado pela editora portuguesa Dom Quixote.

Desculpe o atraso Bia, mas não pude responder antes.

27 setembro, 2007

25 setembro, 2007

Sentimental eu sou ... eu sou demais...


Estava fazendo compras no novo supermercado que freqüento desde a mudança quando esta receita gritou por mim – estava lá, estampada na caixa da aveia. Hambúrguer de atum com molho de iogurte! Não sei exatamente o que me chamou a atenção, mas resolvi dar ouvidos à aveia e a levei para casa. Bom, este fato deve ter acontecido há umas duas semanas e só hoje, na falta absoluta do que preparar para o almoço, me lembrei do episódio. E não é que adorei a tal receita. Comovida (sei que ando meio sentimental ultimamente...), recortei a embalagem da amiga aveia e a coloquei em lugar de destaque no meu inseparável caderno de receitas!

Hambúrguer de Atum

1 lata de atum
1 cebola pequena ralada
Coentro fresco
1 ovo
½ xícara de leite
1 ½ xícara de aveia em flocos
1 colher de sopa de azeite
Sal e pimenta

Misturar tudo, moldar como quiser e fritar.

Para o molho

1 potinho de iogurte
1 pepino ralado
Coentro
Sal
Pimenta
Azeite

Misture tudo e empregue.


Para saber mais sobre a Quaker e conhecer mais receitas com aveia dê um pulo aqui.

22 setembro, 2007



Eu já tenho o meu. Comprei na Bienal!

Boa sorte Tatu e parabéns pelo rebento!

17 setembro, 2007

Releituras...

Cada um tem o Gênio da garrafa que merece! Este está a nossa espera aqui.
Boa semana para todos, repleta de desejos atendidos...

13 setembro, 2007


A Karen do Kafka na Praia me convidou para responder este meme sobre sete momentos marcantes de minha vida, aí vão minhas confissões:

1 – Acho que o primeiro de que me lembro foi a minha mudança de São Paulo (onde nasci) para o Rio de Janeiro. Eu tinha oito anos na época, amigos de escola, uma casa que adorava ... Enfim, foi uma mudança e tanto! E para completar, a mudança foi no meio do ano letivo, o que significa que encontrei uma turma já formada. Não foi lá muito fácil, mas rapidamente me adaptei e virei uma quase-carioca!

2 – Lembro do meu aniversário de 15 anos, quando ganhei de presente passar um final de semana prolongado com minhas duas melhores amigas num hotel-fazenda – sozinhas! Foi o máximo!

3 – A realização, em 1990, de um sonho – ir a Cuba! Não apenas fui, mas conheci pessoalmente Fidel Castro ... Experiência ímpar, em se considerando todo aquele romantismo de juventude!

4 – A minha mudança para a casa onde construí minha família e vivi durante 15 anos.

5 - O nascimento do Tobias, meu primeiro filho! É simplesmente inenarrável as transformações pelas quais passamos quando nasce um filho...

6 – E claro, o nascimento do Heitor, meu caçulinha. Com ele aprendi que cada filho é um filho, cada história é uma história, mas que amor de mãe é sempre o mesmo.

7 – E acho que devo incluir a minha recente mudança. Como ainda estou em fase de adaptação, apenas posso dizer que mudar de casa é, de certa forma, mudar de vida, reaprender tudo de novo.

Barrinhas pra que te quero


Há muito que eu não escrevo nada – é que ás vezes a vida dá um nó e desta-lo não é tão simples assim. Tenho me sentido um pouco vitimada com as coisas que estão acontecendo comigo, embora tenha (racionalmente) a convicção que grande parte delas são consequência das minhas ações. Não seria fantástico acreditar que todos os nossos problemas cotidianos se resolveriam comendo uma simples barrinha energética? Principalmente se fossem personalizadas ... Brincadeiras e sonhos à parte, tenho algumas novidades para contar. O curso de Design e Tradição na Gastronomia (PUC-Rio) começou e acho que está indo muito bem – a turma é ótima e, me parece, que temos muito o que trocar com a convivência nestes próximos meses. Nova aquisição para a minha biblioteca gastronômica – As Doceiras, o novo livro da Carla Pernambuco, desta vez em conjunto com Carolina Brandão. O livro é ótimo, recheado daqueles receitas da Carla que eu adoro, em breve farei o bruleé de abacate. E para finalizar, fiz meu primeiro Pudim de Claras – sucesso absoluto aqui em casa (este com receita da Rita Lobo).


Para o Pudim:


Bata 8 claras em neve e acrescente, aos poucos, 16 colheres de sopa de açúcar. Deixe ficar bem firma. Deposite o merengue numa forma de pudim já preparada com o caramelo e leve ao forno, em banho-maria, por 30 minutos. Desenforme após alguns minutos (nem tão quente, nem tão frio). E deguste!

10 setembro, 2007

Visite o site do Kiskerman !

Boa semana!

09 setembro, 2007

Quando a viagem é mais do que uma experiência cognitiva ou BI L'À CÔTÉ



"A oitenta milhas de distância contra o vento noroeste, atinge-se a cidade de Eufêmia, onde os mercadores de sete nações convergem em todos os solstícios e equinócios. O barco que ali atraca com uma carga de gengibre e algodão zarpará com a estiva cheia de pistaches e sementes de papoula, e a caravana que acabou de descarregar sacas de noz-moscada e uvas passas agora enfeixa as albardas para o retorno com rolos de musselina dourada. Mas o que leva a subir os rios e atravessar os desertos para vir até aqui não é apenas o comércio das mesmas mercadorias que se encontram em todos os bazares dentro e fora do império do Grande Khan, espalhadas pelo chão nas mesmas esteiras amarelas, à sombra dos mesmos mosquiteiros, oferecidas com os mesmos descontos enganosos. Não é apenas para comprar e vender que se vem a Eufêmia, mas também porque à noite, ao redor das fogueiras em torno do mercado, sentados em sacos ou em barris ou deitados em montes de tapetes, para cada palavra que se diz – como “lobo”, “irmã”, “tesouro escondido”, “batalha”, “sarna”, “amantes” – os outros contam uma história de lobos, de irmãs, de tesouros, de sarna, de amantes, de batalhas. E sabem que na longa viagem de retorno, quando, para permanecerem acordados bambaleando no camelo ou no junco, puseram-se a pensar nas próprias recordações, o lobo terá se transformado num outro lobo, a irmã numa irmã diferente, a batalha em outras batalhas, ao retornar de Eufêmia, a cidade em que se troca de memória em todos os solstícios e equinócios."


Ítalo Calvino, As Cidades Invisíveis



Este post, apesar do atraso, é dedicado aos amigos que compartilharam comigo uma das noites mais agradáveis das últimas semanas. Na verdade, devo esta noite ao meu querido amigo Biagio, companheiro de aventuras gastronômicas. Vamos a ela:
Finalmente conheci a cozinha da badalada chef Danielle Dahoui. Após alguma hesitação na escolha do restaurante, não sabíamos de íamos ao Ruella ou ao À Côté, acabamos por optar pelo último, apenas por uma questão de proximidade. Acho que a escolha foi perfeita pois, além de delicioso, há muito não via uma decoração tão interessante. Mas a comida não ficou nem um pouquinho atrás. Éramos quatro. Escolhemos um delicioso vinho sul-africano, o Kadette, que deixou lembranças. E demos início à nossa viagem, compartilhando uma amuse-gueules muito especial - Tartines de Steak Tartar au Poivre com Mostarda Dijon e Alcaparras. Os pratos principais, foram quatro. Rosarinho foi de Quiche de espinafre e queijo de cabra feta com folhas; Alexandre foi de Peito de frango recheado com presunto cru e queijo ao molho Emmenthal com fettuccini na sálvia; Biagio foi de Magret de canard ao Cassis e Pimenta verde com arroz de maças ao açafrão; e eu fui de Pâtes, Penne com Camarão, Shimeji e aspargos ao molho de shoyu, saquê e gengibre. Pelo que me lembro, todos estavam sublimes. E para finalizar com chave de ouro (e transmutar esta experiência em calorosa memória gustativa), a magnífica Pavlova de amêndoas com sorvete de abacaxi, chantilly e coulis de framboesa.

Pena que noites como esta não acontecem sempre! Muito obrigada, Biagio.

P.S - A foto ilustrativa é um detalhe do Monastério de Santa Eufêmia, na Província de Palência.

30 agosto, 2007

Genial!

O que me dizem desta fantástica embalagem de suco de ...





Banana, é claro!

1, 2, feijão com arroz ... 3,4, ambrosia da Tatu!

Aqui em casa, as sobremesas do dia-a-dia que fazem sucesso são aquelas bem tradicionais – goiabada com queijo, marron glacê, bananada, marmelada, doce de leite... Daí que quando me deparei com a receita de ambrosia da Tatu, publicada no seu lindo livro Papel manteiga, resolvi tentar introduzí-la no rol das sobremesas caseiras... E não é que deu certo – a cada duas semanas atendo a pedidos e repito a receita – que além de ótima e muito simples de ser feita. Vamos a ela:

Ambrosia Cremosa

4 ovos bem batidos
250 g de açúcar
50 ml de água
Suco de ½ limão
Suco de ½ laranja

Ferva a água com o açúcar e deixe derreter muito bem. Tire do fogo e junte os ovos batidos misturados com os sucos. Volte ao fogo baixo e cozinhe, sem mexer muito, até ficar cremoso. Sirva em pequenos potes com um pouco de queijo branco ralado grosso para decorar. Gratine, se gostar.

29 agosto, 2007

Uma homenagem às varinas de Lisboa



(...)

Vazam-se os arsenais e as oficinas,

Reluz, viscoso, o rio; apressam-se as obreiras;

E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,

Correndo com firmeza, assomam as varinas.


Vêm sacudindo as ancas opulentas!

Seus troncos varonis recordam-me pilastras;

E algumas, à cabeça, embalam nas canastras

Os filhos que depois naufragam nas tormentas.


Descalças! Nas descargas de carvão,

Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;

E apinham-se num bairro aonde miam gatas,

E o peixe podre gera os focos de infecção!

(...)


In: O sentimento dum ocidental, Cesário Verde.