...Reconhece a queda, e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima...
Com algumas semanas de atraso, participo de uma brincadeira-desafio, proposta pela Bia do L'amour dans l'assiette: Sem escolher, pegue um livro e abra da página 161 e transcreva a 5ª frase.
A minha frase é: “O Portugal Pequenino que compôs com tanto encantamento para os filhos nunca teve figura como a cartilha colorida dum país que ele projectava descrever em profundidade e numa programação exacta e ambiciosa, a Vida Humilde do Povo Português, de que afinal Os Pescadores seria o primeiro (e único) volume.”
Esta frase foi retirada do livro de José Cardoso Pires, Dispersos 1 – Literatura, publicado pela editora portuguesa Dom Quixote.
Desculpe o atraso Bia, mas não pude responder antes.
09 outubro, 2007
27 setembro, 2007
25 setembro, 2007
Sentimental eu sou ... eu sou demais...

Hambúrguer de Atum
1 lata de atum
1 cebola pequena ralada
Coentro fresco
1 ovo
½ xícara de leite
1 ½ xícara de aveia em flocos
1 colher de sopa de azeite
Sal e pimenta
Misturar tudo, moldar como quiser e fritar.
Para o molho
1 potinho de iogurte
1 pepino ralado
Coentro
Sal
Pimenta
Azeite
Misture tudo e empregue.
17 setembro, 2007
Releituras...
Cada um tem o Gênio da garrafa que merece! Este está a nossa espera aqui.Boa semana para todos, repleta de desejos atendidos...
13 setembro, 2007

1 – Acho que o primeiro de que me lembro foi a minha mudança de São Paulo (onde nasci) para o Rio de Janeiro. Eu tinha oito anos na época, amigos de escola, uma casa que adorava ... Enfim, foi uma mudança e tanto! E para completar, a mudança foi no meio do ano letivo, o que significa que encontrei uma turma já formada. Não foi lá muito fácil, mas rapidamente me adaptei e virei uma quase-carioca!
2 – Lembro do meu aniversário de 15 anos, quando ganhei de presente passar um final de semana prolongado com minhas duas melhores amigas num hotel-fazenda – sozinhas! Foi o máximo!
3 – A realização, em 1990, de um sonho – ir a Cuba! Não apenas fui, mas conheci pessoalmente Fidel Castro ... Experiência ímpar, em se considerando todo aquele romantismo de juventude!
4 – A minha mudança para a casa onde construí minha família e vivi durante 15 anos.
5 - O nascimento do Tobias, meu primeiro filho! É simplesmente inenarrável as transformações pelas quais passamos quando nasce um filho...
6 – E claro, o nascimento do Heitor, meu caçulinha. Com ele aprendi que cada filho é um filho, cada história é uma história, mas que amor de mãe é sempre o mesmo.
7 – E acho que devo incluir a minha recente mudança. Como ainda estou em fase de adaptação, apenas posso dizer que mudar de casa é, de certa forma, mudar de vida, reaprender tudo de novo.
Barrinhas pra que te quero

09 setembro, 2007
Quando a viagem é mais do que uma experiência cognitiva ou BI L'À CÔTÉ

"A oitenta milhas de distância contra o vento noroeste, atinge-se a cidade de Eufêmia, onde os mercadores de sete nações convergem em todos os solstícios e equinócios. O barco que ali atraca com uma carga de gengibre e algodão zarpará com a estiva cheia de pistaches e sementes de papoula, e a caravana que acabou de descarregar sacas de noz-moscada e uvas passas agora enfeixa as albardas para o retorno com rolos de musselina dourada. Mas o que leva a subir os rios e atravessar os desertos para vir até aqui não é apenas o comércio das mesmas mercadorias que se encontram em todos os bazares dentro e fora do império do Grande Khan, espalhadas pelo chão nas mesmas esteiras amarelas, à sombra dos mesmos mosquiteiros, oferecidas com os mesmos descontos enganosos. Não é apenas para comprar e vender que se vem a Eufêmia, mas também porque à noite, ao redor das fogueiras em torno do mercado, sentados em sacos ou em barris ou deitados em montes de tapetes, para cada palavra que se diz – como “lobo”, “irmã”, “tesouro escondido”, “batalha”, “sarna”, “amantes” – os outros contam uma história de lobos, de irmãs, de tesouros, de sarna, de amantes, de batalhas. E sabem que na longa viagem de retorno, quando, para permanecerem acordados bambaleando no camelo ou no junco, puseram-se a pensar nas próprias recordações, o lobo terá se transformado num outro lobo, a irmã numa irmã diferente, a batalha em outras batalhas, ao retornar de Eufêmia, a cidade em que se troca de memória em todos os solstícios e equinócios."
Este post, apesar do atraso, é dedicado aos amigos que compartilharam comigo uma das noites mais agradáveis das últimas semanas. Na verdade, devo esta noite ao meu querido amigo Biagio, companheiro de aventuras gastronômicas. Vamos a ela:
Finalmente conheci a cozinha da badalada chef Danielle Dahoui. Após alguma hesitação na escolha do restaurante, não sabíamos de íamos ao Ruella ou ao À Côté, acabamos por optar pelo último, apenas por uma questão de proximidade. Acho que a escolha foi perfeita pois, além de delicioso, há muito não via uma decoração tão interessante. Mas a comida não ficou nem um pouquinho atrás. Éramos quatro. Escolhemos um delicioso vinho sul-africano, o Kadette, que deixou lembranças. E demos início à nossa viagem, compartilhando uma amuse-gueules muito especial - Tartines de Steak Tartar au Poivre com Mostarda Dijon e Alcaparras. Os pratos principais, foram quatro. Rosarinho foi de Quiche de espinafre e queijo de cabra feta com folhas; Alexandre foi de Peito de frango recheado com presunto cru e queijo ao molho Emmenthal com fettuccini na sálvia; Biagio foi de Magret de canard ao Cassis e Pimenta verde com arroz de maças ao açafrão; e eu fui de Pâtes, Penne com Camarão, Shimeji e aspargos ao molho de shoyu, saquê e gengibre. Pelo que me lembro, todos estavam sublimes. E para finalizar com chave de ouro (e transmutar esta experiência em calorosa memória gustativa), a magnífica Pavlova de amêndoas com sorvete de abacaxi, chantilly e coulis de framboesa.
P.S - A foto ilustrativa é um detalhe do Monastério de Santa Eufêmia, na Província de Palência.
30 agosto, 2007
1, 2, feijão com arroz ... 3,4, ambrosia da Tatu!
Ambrosia Cremosa
4 ovos bem batidos
250 g de açúcar
50 ml de água
Suco de ½ limão
Suco de ½ laranja
Ferva a água com o açúcar e deixe derreter muito bem. Tire do fogo e junte os ovos batidos misturados com os sucos. Volte ao fogo baixo e cozinhe, sem mexer muito, até ficar cremoso. Sirva em pequenos potes com um pouco de queijo branco ralado grosso para decorar. Gratine, se gostar.
29 agosto, 2007
Uma homenagem às varinas de Lisboa

Vazam-se os arsenais e as oficinas,
(...)
In: O sentimento dum ocidental, Cesário Verde.
26 agosto, 2007
Novo colaborador, meu amigo Biagio!
Uma das experiências mais maravilhosas da minha vida foi uma viagem a Helsinque em ocasião dos meus 30 anos. Todo o exótico que sonhava de ver, naquela época, se resumia na Finlândia. A experiência culinária foi realmente única.
Fui a um restaurante, no dia do meu aniversário (8 de maio) que chama LAPPI e que quer dizer “Lapônia”. Fica numa rua central da capital, Annankatu 22, que significa “Avenida Anna”(em honra a uma princesa sueca, provavelmente). Lá o meu menu foi extraordinário e ainda, a distância de anos, o lembro com prazer e saudades.
Entrada: um aperitivo “Poronkyynel” (Lágrimas de rena), uma cachaça local, bastante forte, com frutas do bosque amarelas (deliciosas!!!).
Primeiro prato: “Poronkäristystä” (Refogado de rena). Atenção ao finlandês: rena se diz “poro”, mas ao genitivo faz “poron”…Esse prato, Lara, é uma verdadeira delícia: se acompanha com puré de batatas e um molho a base de arando vermelho (é um prato que tem uma variante na Rússia, mas disso lhe direi em outro momento).
Sobremesa: Karpalojäätelöä, lämmintä valkosuklaa kastiketta ja hunaja-lakkahilloketta (Sorvete de kárpalo. Jäätelöä è uma palavra impronunciável significa sorvete, e o kárpalo è uma fruta dos lagos que não existe em outros lugares se não no extremo norte da Europa) com um molho de chocolate branco e geléia de mel e amoras...
Não é uma maravilha dos deuses??? Pode imaginar em que céu estava eu???
Estavam comigo dois grandes, grandíssimos amigos, um belga e outro italiano que ficaram sem palavras... porque o restaurante foi uma escolha minha... mas a conta foi
deles!!! Era ou não era o meu aniversário???
Biagio querido, aguardo muitas novas colaborações. Muito obrigada!
25 agosto, 2007
Enfim, casa nova!

1 cebola picada
Azeite
2 colheres de chá de sementes de erva-doce
1 litro de caldo de legumes
1 lata de tomates pelados
Sal, pimenta e 1 pitada de açúcar
2 xícaras de arroz para risoto
Manteiga
Queijo ralado
Refogue as cebolas no azeite, junto com as sementes de erva-doce. Acrescente o arroz e, assim que ele ficar translúcido, comece a regá-los com o caldo de legumes. Mais ou menos na metade do cozimento, acrescente parte dos tomates pelados (que devem ter sido refogados no azeite e temperados com sal, pimenta e uma pitada do açúcar). Alterne o caldo de legumes com o restante dos tomates. Para finalizar, acrescente 1 colher de sopa de manteiga e 2 colheres de sopa de queijo ralado. Delícia!
Crocante do jardim
1 kg de frutas (eu usei maças, morangos e peras), descascadas e cortadas
¼ de xícara de manteiga
3 colheres de sopa de açúcar
Refogue as frutas na manteiga, como para uma compota. Na hora de retira-las do fogo, acrescente as três colheres de açúcar e mexa até dissolve-las. Reserve.
Faça uma espécie de farofa com 1 xícara de chá de farinha de trigo e 100 gr de manteiga. Deposite as frutas num pirex, cubra com a farofa e leve para assar por uns 25 minutos. Eu comi o meu crocante com sorvete de chocolate branco.
Amor de irmão
Pão italiano
Pimenta tabasco
Mostarda
Palitinhos
Ferrero roche
Amendoim
Pizza
Sanduíche de filet
Salada de alface com muito limão
Vinho
Coca zero...
E eu amo meu irmão.
Vocês devem ter percebido que estou há alguns dias sem postar. É que minha vida, nesta última semana, virou de ponta cabeça. Além da mudança de endereço e da pressa em terminar minha qualificação, meu irmão nasceu de novo. Explico: após um vazamento de gás em seu banheiro, ele foi encontrado desmaiado e tão logo foi socorrido, ficou um tempo sem os movimentos. Nada no mundo pode explicar os sentimentos que passaram pela minha cabeça durante estas terríveis horas. São nestes momentos-chaves de nossas vidas que entendemos o que é, de fato, relevante – a mudança, que me parecia a grande questão do momento, foi reduzida a algo tão insignificante que nem vale a pena mencioná-la. Quanto à qualificação, acabei dando conta do recado. Quanto ao meu irmão, graças a Deus ele renasceu! E quanto a mim, ganhei um irmão.
24 agosto, 2007
Num bairro moderno - Cesário verde

Dez horas da manhã; os transparentes
Matizam uma casa apalaçada;
Pelos jardins estancam-se os nascentes,
E fere a vista, com brancuras quentes,
A larga rua macadamizada.
Rez-de-chaussée repousam sossegados,
Abringam-se, nalguns, as persianas,
E dum ou doutro, em quartos estucados,
Ou entre a rama dos papéis pintados,
Reluzem, num almoço, as porcelanas.
Como é saudável ter o seu aconchego,
E a sua vida fácil! Eu descia,
Sem muita pressa, para o meu emprego,
Aonde agora quase sempre chego
Com as tonturas duma apoplexia.
E rota, pequenina, azafamada,
Notei de costas uma rapariga,
Que no xadrez marmóreo duma escada,
Como um retalho de horta aglomerada,
Pousara, ajoelhando, a sua giga.
E eu, apesar do sol, examinei-a:
Pôs-se de pé; ressoam-lhe os tamancos;
E abre-se-lhe o algodão azul da meia,
Se ela se curva, esguelhada, feia,
E pendurando os seus bracinhos brancos.
Do patamar responde-lhe um criado:
«Se te convém, despacha; não converses.
Eu não dou mais» E muito descansado,
Atira um cobre lívido, oxidado,
Que vem bater nas faces dum alperces.
Subitamente - que visão de artista! -
Se eu transformasse os simples vegetais,
À luz do sol, o intenso colorista,
Num ser humano que se mova e exista
Cheio de belas proporções carnais?!
Bóiam aromas, fumos de cozinha;
Com o cabaz às costas, e vergando,
Sobem padeiros, claros de farinha;
E às portas, uma ou outra campainha
Toca, frenética, de vez em quando.
E eu recompunha, por anatomia,
Um novo corpo orgânico, aos bocados.
Achava os tons e as formas. Descobria
Uma cabeça numa melancia,
E nuns repolhos seios injectados.
As azeitonas, que nos dão o azeite,
Negras e unidas, entre verdes folhos,
São tranças dum cabelo que se ajeite;
E os nabos - ossos nus, da cor do leite,
E os cachos de uvas - os rosários de olhos.
Há colos, ombros, bocas, um semblante
Nas posições de certos frutos. E entre
As hortaliças, túmido, fragrante,
Como dalguém que tudo aquilo jante,
Surge um melão, que me lembrou um ventre.
E, como um feto, enfim, que se dilate,
Vi nos legumes carnes tentadoras,
Sangue na ginja vívida, escarlate,
Bons corações pulsando no tomate
E dedos hirtos, rubros, nas cenouras.
O sol dourava o céu. E a regateira,
Como vendera a sua fresca alface
E dera o ramo de hortelã que cheira,
Voltando-se, gritou-me, prazeirenta:
«Não passa mais ninguém!... Se me ajudasse?!...»
Eu acerquei-me dela, sem desprezo;
E, pelas duas asas a quebrar,
Nós levantámos todo aquele peso
Que ao chão de pedra resistia preso,
Com um enorme esfoço muscular.
«Muito obrigada! Deus lhe dê saúde!»
E recebi, naquela despedida,
As forças, a alegria, a plenitude,
Que brotam dum excesso de virtude
Ou duma digestão desconhecida.
E enquanto sigo para o lado oposto,
E ao longe rodam umas carruagens,
A pobre afasta-se, ao calor de Agosto,
Descolorida nas maçãs do rosto,
e sem quadris na saia de ramagens.
Um pequerrucho rega a trepadeira
Duma janela azul; e, com o ralo
Do regador, parece que joeira
Ou que borrifa estrelas; e a poeira
Que eleva nuvens alvas a incensá-lo.
Chegam do gigo emanações sadias,
Oiço um canário - que infantil chilrada! -
Lidam ménages entre as gelosias,
E o sol estende, pelas frontarias,
Seus raios de laranja destilada.
E pitoresca e audaz, na sua chita,
O peito erguido, os pulsos nas ilhargas,
Duma desgraça alegre que me incita,
Ela apregoa, magra, enfezadita,
As suas couves repolhudas, largas.
E como as grossas pernas de um gigante,
Sem tronco, mas atléticas, inteiras,
Carregam sobre a pobre caminhante,
Sobre a verdura rústica, abundante,
Duas frugais abóboras carneiras.
13 agosto, 2007

Para fazer o retrato de um pássaro
Primeiro pintar uma gaiola

12 agosto, 2007
Novo lançamento da Cosac Naify, O povo das Sardinhas. Uma linda e muitíssimo bem-humorada fábula da jovem autora francesa Delphine Perret. 
Boa semana para todos!
09 agosto, 2007

“Em 1793, as batatas eram consideradas tão indispensáveis que um decreto da
República Francesa ordenou um censo dos jardins de luxo, a fim de que eles
pudessem ser destinados ao cultivo desse tubérculo. O resultado foi que a
principal avenida do Jardim das Tulherias e os canteiros de flores passaram a
ser de cultivo de batatas. Por isso, as batatas por muito tempo também tiveram o
nome de “laranjas reais”
A receita:
1 dente de alho
1 kg de batatas grandes, descascadas, em rodelas finas
1 xícara de chá de queijo gruyère, suiço ou françês, ralado na hora
1 xícara de chá de crème fraîche
sal
Esfregue o alho no interior de um prato refratário, de preferência de porcelana. Arrume uma camada com metade da batata. Espalhe metade do queijo e, depois, metade do creme. Polcilhe com sal. Arrume camadas iguais na mesma ordem, até que terminem os ingredientes. Leve ao forno, com o prato destampado, até que a superfície fique crocante e dourada (de 50 a 60 minutos). Sirva imediatamente.
Bom jantar amigo Biagio!
Obs: receita de Patricia Wells, Cozinha de Bistrô.
05 agosto, 2007
Design e Tradição na Gastronomia
Enrique Raul Renteria, Doutor, PUC-Rio e Claudia Habib Kayat, Especialista, Japan Packaging Institute.
Na produção em volume, tal como todo produto industrial, o alimento requer um projeto prévio a sua industrialização bem sucedida. O objetivo deste curso é contribuir para a compreensão da alimentação atual que na sua inevitável massificação deve conciliar a industrialização, que exige Food Design, com a tradição dos consumidores. No entanto, saber o quê, quando, como, porquê e para quê, uma pessoa come (consome alimento) é o ponto de partida inevitável do design de qualquer alimento, indo desde a escolha dos ingredientes, manipulação, corantes e conservantes até a sua embalagem. O curso visa apontar respostas a essas questões básicas do design para obter um produto que concilie interesses e pressões de consumidores, concorrentes, tecnologias e legislação. A preocupação com como era a alimentação antes e como ela é agora, objeto da atenção de estudiosos e pensadores de todos os campos do saber, serve de referência para explicar os projetos que levam à produção em grande escala. Durante o curso procura-se identificar e compreender as tendências, de ordem social, política, econômica e religiosa, colocadas pelas diferentes sociedades ao longo da história que influíram no processo de criação de novos alimentos ou de novas versões de alimentos existentes, influências essas que podem ajudar a entender a futura evolução dos alimentos, ilustrando os aspectos tecnológicos dessas inovações à luz dos princípios da gastronomia molecular, acessível ao público em geral e utilíssimo instrumento para compreender alimentos existentes e criar novos.
Fim de férias e saudades da Liberdade

Polenta de Grana Padano e mel
150 g de farinha para polenta branca
600 ml de caldo de legumes
2 folhas de sálvia
15 g de manteiga
15 g de grana padano
15 ml de azeite
sal a gosto
pimenta-do-reino branca a gosto
1 colher de sopa de mel (para a hora de servir)
Coloque o caldo de legumes para ferver e, com uma colher de pau, vá acrescentando, aos poucos, a farinha da polenta. Quando a polenta começar a borbulhar, junte as folhas de sálvia e prossiga o cozimento por uns 30 minutos – sempre mexendo. Quando a polenta começar a soltar das paredes e formar uma pequena crosta na superfície, ela estará cozida. Desligue o fogo e acrescente os queijos, a manteiga, o azeite e o sal. Na hora de servir, decore com o mel.
18 julho, 2007
Minha mãe chegou de viagem e me trouxe um monte de mimos gastronômicos - um pacote deste delicioso chá de sabor exótico - abacaxi, ruibarbo e hibisco, Funghi secchi, tomates secos, sal com algas, azeite para peixes, queijinhos de cabra.... Hoje ela venho provar o chá e acabou experimentando o maravilhoso pão italiano que aprendi com a Cris do From our home to yours. Aqui em casa ele durou pouquíssimas horas e já recebi outras encomendas.15 julho, 2007
"Em última análise, vale a pena recordar que o bom pão depende sobretudo da
qualidade dos homens e mulheres que o produzem"
Steven L. Kaplan

14 julho, 2007
Coleção 2007/2008

Variações sobre o mesmo tema
Creme Brulê de café com geléia de laranja
750 ml de creme de leite
250 ml de leite
café solúvel o quanto baste
9 colheres de sopa de açúcar
geléia de laranja (de preferência a que contenha pedaços)
Misture bem todos os ingredientes. Distribua nas forminhas próprias para creme brulê. Asse em banho-maria a 150 g por 20 minutos. Confira se está firme. Se não estiver, deixar por mais 5 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar. Guarde na geladeira até a hora de servir.
Ao misturar os ingredientes formará uma espuma, tente despejar no recipiente em que será assado no banho-maria sem a espuma. Quando for queimar o açúcar, faça em duas etapas; a primeira: despeje pouco açúcar e queime sem dar muita coloração e espere esfriar, isso fará com que o creme brulê fique com uma camada impermeável; na segunda: coloque um pouco mais de açúcar e queime até caramelizar.
Receita e dicas do chef Flávio Frenkel, incluída no catálogo da Spicy outono/inverno 2007.
12 julho, 2007
Nome de Família


11 julho, 2007
O drama das maçanetas
Quick Tiramisu
6 colheres de sopa de Kahlúa ou outro licor de café qualquer
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de água
2 colheres de chá de café instantâneo
½ xícara de mascarpone ou cream cheese
2 colheres de sopa de creme de leite
1 bolo pronto fatiado
2 colheres de chá de cacau em pó
Misture o licor, com 1 colher de açúcar, 1 de água e o pó de café. Mexa até o café dissolver completamente. Reserve. Em outro recipiente, misture o mascarpone, o creme, 1 colher de sopa do creme de licor preparado e as duas colheres de sopa de açúcar restantes. Forre o recipiente onde será feito o tiramisu com uma camada de fatias de bolo. Sobre cada uma delas espalhe um pouco da mistura de licor preparada. Cubra-as com uma camada do creme mascarpone. Faça uma nova camada de bolo, regue novamente com o preparado de licor. Enfeite a superfície com o cacau em pó. Está pronto. Cubra e refrigere.
Affogato Mocha
1 bola de sorvete de chocolate
2 colheres de sopa de chocolate amargo picado
2 colheres de sopa de café preparado bem quente
2 colheres de sopa de rum
Sirva imediatamente.
06 julho, 2007
Sonhos de um fim de semana de inverno

28 junho, 2007
Com este friozinho que anda fazendo nada melhor do que um chá. Já postei aqui algumas receitas que levam chá entre seus ingredientes. Adoro a idéia. No último número da revista Bons Fluidos (Julho 2007), num artigo intitulado Invente com chás, encontrei esta receita que me encheu os olhos:25 junho, 2007
O restaurante mais antigo do mundo

Fundado em Madrid, em 1725, como uma Casa de Comidas, Botín é hoje considerado o mais antigo restaurante de que se têm notícias. Vale a pena uma visita virtual.
Caprichos – Adília Lopes

muito caprichosa a comer
tinha dias que só comia chocolate
ou então ovos mexidos
diziam dela está a chocolate
como se diz de Picasso
que teve uma fase azul
de uma vez gritou
que tinha fome de queijadas de Sintra
e de mais nada
partiu brinquedos
até que mandaram uma criada á periquita
comprar-lhe queijadas
amigos da família notavam
que uma criança tem de se habituar
a comer de tudo
não porque se seja a rainha Isabel
que por uma questão de cortesia diplomática
teve de comer ratos no Punjab
nem porque esteja próximo de um período de racionamento
mas porque é a comer do que não se gosta
que se aprende a saber do que se gosta
as crianças mimadas
acabam por escrever gostava de gostar de gostar
e contraem doenças infecciosas
com muita facilidade
esta apanhou tosse convulsa
e enquanto teve tosse convulsa
só comeu pombinhas de pão
um dia a padeira enganou-se
em vez de pombinhas trouxe vianinhas
e a mãe da menina
ao vê-la chorar como uma possessa
despediu a padeira
a menina durante a convalescença
refinou
tinha ódio ao pão com manteiga
todos estavam a par deste seu ódio
pois em casa da tia Balbina
só aceitava comer pão com manteiga
dizia pão têga
o que já não era próprio da sua idade
acontecia que se recusava a pronunciar
certos sons
está em não dizer man nem ei
murmuravam na sala de visitas da tia Balbina
mas como quem fala de um prodígio
e não como quem diz coitadinha
depois de sete criadas terem sido despedidas
por não saberem cozinhar a preceito
pudim de beiço de vaca
apresentou-se uma que era extraordinária
a menina passou a tratá-la por Predilecta
a Predilecta compreendeu tão bem a menina
que no dia em que preparou com mais esmero
o prato preferido da menina
pudim de pardais assados em água
deitou no pudim um punhado quase mortal de arsénico.
19 junho, 2007
Empanturre-se de ganso
Seu última dia chegou, burguês!

12 junho, 2007
10 junho, 2007
Iogurte Caseiro
Aqueça 1 litro de leite. Deixe esfrira um pouco, até poder tocá-lo com o dedo. Junte 1 potinho de iogurte natural pronto e mexa até dissolver. Cubra com um prato e mantenha em local protegido por algumas horas. Leve à geladeira. No momento de usar, separe uma parte desse iogurte e guarde para o preparo do próximo.
Eu costumo tomar o meu com mel e granola, mas também pode ser batido com frutas.
Caso queira transformá-lo em queijo, basta adicionar um pouquinho de sal e deixá-lo escoando num guardanapo de algodão, preso à torneira da pia. Quando atingir a consist~encia desejada, tempere com azeite e ervas. Fica uma delícia!
Aventuras de um detetive-gourmet

"¿Es la gastronomía el arte de hacer de la necesidad ( de alimentarse)
virtud? ¿O es simplemente una metáfora ejemplar de hipocresía de la cultura?
Entre el instinto humano y la más sutil referencia culturalista, la gastronomía
ocupa un amplio espacio de saberes y sabores, de reflexión intemporal y
fugacidad histórica: la gastronomía, como la misma religión, es una
cultura."Manuel Vásquez Montalbán
Acredito que todos os amantes de literatura e de gastronomia conheçam o detetive-gourmet Pepe carvalho, criatura do escritor Manuel Vásquez Montalbán. Aqui no Brasil, já foram editados algumas de suas aventuras, todas pela Cia. Das Letras: O Homem da minha vida, O Labirinto Grego, Os Mares do Sul, Milênio, O Quinteto de Buenos Aires e A Rosa de Alexandria. Autor de outros inúmeros romances, Montalban também dedicou inúmeros escritos à gastronomia, com destaque para Contra los Gourmets. Vale a pena dar uma olhada no site do autor e na resenha A metafísica do bacalhau ou os limites do bom gosto em Manuel Vázquez Montalbán, assinada por Albrecht Buschmann, editada no portal do Institut Goethe.
09 junho, 2007

Passionfruit Curd
11 maracujás
2 ovos grandes
2 gemas
¾ de xícara de açúcar de confeiteiro
½ xícara de manteiga sem sal
Coe a polpa de 10 maracujás para separar as sementes. Bata os ovos, as gemas e o açúcar juntos. Derreta a manteiga em fogo bem baixinho. Junte à mistura de ovos. Junte também a polpa coada. Volte a panela ao fogo e continue cozinhando em fogo bem baixo, até atingir a consistência desejada. Fora do fogo, agregue a polpa do maracujá restante, com sementes e tudo. Continue mexendo até esfriar um pouquinho.Guarde em um vidro esterilizado.
Eu costumo achar que o sabor do maracujá equivale a beleza de sua flores, se este creme chegar a 50% deste adorável proporção, então é receita campeã. Assim que a provar eu conto a vocês.

Creme de Batata-Baroa com queijo Brie
800 g de batata-baroa descascada e cortada em rodelas
3 xíc. (chá) de água
1 xíc. (chá) de creme de leite fresco
½ cebola picadinha
25 g de manteiga
sal e noz-moscada
1 queijo brie em cubinhos
Preparo
Em uma panela, junte a mandioquinha, 1 pitada de sal e a água. Deixe ferver até a mandioquinha cozinhe. Bata no liquidificador. Doure as cebolas na manteiga e despeje o creme de mandioquinha. Após alguns segundos, junte o creme de leite e a noz-moscada relada. Desligue o fogo, agregue os cubinhos do queijo e sirva. Enfeite com ciboulettes bem picadinhas.
07 junho, 2007
Chá de Rainha

06 junho, 2007
Prêmio Blog com Tomates

"Um Blog com Tomates aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano.
Havendo quem possa ter outra interpretação do mesmo, a nomeação de blogs e seus
respectivos conteúdos são da responsabilidade de quem os indica."
05 junho, 2007

Este bolinho, por exemplo, chamado geppei é também conhecido pelo simpático nome de moon cake. Seu recheio varia de acordo com a região em que é confeccionado. O mais apreciado é o recheio de sementes de lótus mas, devido a seu alto valor, os mais usuais são feitos com doce de feijão vermelho. Há também aqueles que são recheados de jujuba. Outro recheio bastante popular é confeccionado a partir de cinco tipos de nozes e sementes, que podem ser nozes, sementes de nogueira, de abóbora, de melão, de gergelim, amendoins ou amêndoas.

Estes são bolinhos de arroz – são tão lindos que dá até pena comê-los.
Nunca vi nenhum destes doces aqui no Rio de Janeiro, mas adoraria prová-los. Quem sabe alguém tem uma dica de onde posso encontrá-los. Mês que vem irei a São Paulo. Quem sabe por lá...
02 junho, 2007
01 junho, 2007

1 1/3x de farinha de trigo
1 1/3x de açúcar
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ x de cacau em pó
175 g de manteiga em temperatura ambiente
1/3 x de sour cream
1 colher de chá de baunilha
2 ovos
Processe tudo e acrescente ½ xícara de água fervente. Bata um pouquinho mais. Acrescente 1 xícara de chocolate branco em pedacinhos (a Nigella usou gotas de chocolate preto). Despeje esta mistura em uma forma de bolo inglês forrada com papel de alumínio. Leve ao fogo baixo por 1 hora. Ele sairá com algumas rachaduras na superfície que deverão ser preenchidas com esta calda:
½ x de água
½ x de açúcar
1 colher de chá de cacau em pó
Cozinhe por uns cinco minutos até ficar com uma textura de xarope. Despeje sobre o bolo já assado.
Salpique o bolo com raspas de chocolate ao leite.
Gula em estado bruto!!
As surpresas - boas e más - de uma despensa!
Pesto de pimentão vermelho
1 pimentão vermelho assado no forno (eu usei pimentões prontos)
castanhas
3 a 4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
2 dentes de alho
1 punhado de manjericão fresco
azeite
Basta processar tudo até adquiri a consistência desejada.




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